O jornal foi criado
para informar o público noticias e fatos de todos os acontecimentos em qualquer
lugar. Mas não têm sido assim nos últimos tempos, pois a política interviu no
uso do noticiário.
Alguns jornais ou redes
de TV´s que divulgam a verdadeira notícia, muitas vezes sofrem represálias,
pois não se deve mostrar tudo que se vê. Seus respectivos jornalistas são
vitimas em suas matérias, pois muitas vezes processados por escrever a verdade.
No século XVIII, o jornal
foi criado no intuito de influenciar a população em suas guerras partidárias. A
TV por sua vez chegou para não só mostrar o jornalismo, mas também levar outras
informações ao telespectador.
O que o público muitas
vezes assiste ou leem, são informações que a mídia quer criar, tipo um estilo
de vida social, uma roupa da moda, ou um lugar badalado. Um político famoso
pode não ser ninguém de um dia para o outro, pois a mídia pode distorcer uma
informação e acabar com a sua carreira, bem como um ator que não é famoso,
ficar conhecido rapidamente.
O poder que a mídia tem
sobre a sociedade é muito maior do que imaginamos. O jornalismo está
persuadindo pessoas e informações. O que talvez um jornalista diga em um canal
ou em um jornal, o outro não possa mostrar.
No Brasil, sabemos que
a Rede Globo de TV, têm um poder enorme sobre as pessoas, enquanto os outros
canais que muitas vezes levam as informações corretas não tem o mesmo IBOPE que
a própria Rede Globo.
As suas novelas com
temas abrangentes, chamam uma atenção de forma estratégica, para que o
telespectador não mude o canal. Mesmo os outros canais tendo novelas
estrangeiras, como o caso do SBT, não atinge os pontos de IBOPE como as novelas
“globais”.
O jornalismo da Rede
Globo tem presença garantida em eventos e noticias de grande índice, assim bem
como os outros canais. Mas os outros canais muitas vezes criam uma ênfase que a
Rede Globo não cria, talvez por que não possa.
Outra forma de chamar a
atenção do telespectador é o jornalismo sensacionalista, com suas noticias
bombásticas, onde a desgraça alheia prende a atenção. Os jornais desse estilo
tem um publico diferenciado, que não seguem o padrão dos demais.
Podemos ressaltar que
hoje em dia, o poder das redes sociais acaba destruindo qualquer noticia ou até
mesmo distorcendo informações. Mostra-se o que quer da forma que atinja ou que
elogie um fato.
A rotina das pessoas
que busca informações para o público, depende exclusivamente da política e do seu
poder sobre os meios de comunicação. Uma pena que o telespectador absorva
somente o que interessa não dando importância ao trabalho e a informação
necessária.
Padrões são criados e
regras são ditadas para a sociedade que se permite, por assim dizer, que a
mídia e a política andem de mãos dadas. A educação foi mudada, a cultura ficou
distorcida e os valores mudados, por causa da manipulação que os meios de
comunicação usam.
Em alguns países,
falsas informações tem punição. No Brasil, as regras são diferentes. Aqui o
poder manda sempre, permitindo assim que o respeito que os bons profissionais tinham
seja perdido ficando calados ou submetendo-se a falsa informação.
Uma noticia pode chegar
completa ou apenas o que o publico precisa saber, pois a imagem de divulgação e
a informação do fato muitas vezes são não é compreendida, pois a imprensa
decide o que deve ou não ser mostrado ou falado.
Existem dois tipos de
publico para cada tipo de informação a ser reproduzida. O público massa e o
publico nata. Usa-se a linguagem popular e os meios populares para atingir o
público massa. A linguagem intelectual para atingir o público nata. E a noticia
torna-se uma espécie de “jogo” para cada tipo de alvo.
A sociedade acaba
sabendo o que o poder decide e o que for interessante, muitas vezes para o
órgão que divulga ou para a política social de uma nação. E por muitos
políticos e profissionais do meio de comunicação saberem disso, eles usam de
psicologia e estratégias para atingir o publico massa, pois sabem que a maioria
dessas pessoas assiste e acredita no que vê e ouve, pelo simples fato de ser
dependentes dos meios de comunicação mais popular, que são o rádio e a TV.
Com o avanço da
tecnologia a Internet tornou-se um grande parceiro do jornalista, mas não um
bom parceiro para quem quer mandar na mídia. Afinal o segmento de interesses
entre poder e sociedade tem entrado em conflito com algumas questões.
A propaganda de
produtos e serviços, bem como de pessoas famosas ou não famosas, pode acabar
tendo um segmento que não está sendo executado através do poder. Esse foi o
meio de comunicação, onde a política, de certa forma não exerce nenhum tipo de
poder, pois lá é dito e escrito tudo, sem regras e sem leis ainda, para punir o
que é publicado.
Pessoas comuns acabam dizendo
o que pensam como deveria agir a mídia e a política e acabam tendo seguidores
para tentar mudar a forma das pessoas verem o que os jornais e outros meios de
comunicação publicam.
A comunicação da
Internet tem um valor enorme, pois tem muita gente que está escrevendo o que
pensa e tentando mudar os valores de um povo que foi persuadido por meios de
comunicação vendidos por interesses socioeconômicos.
O que deve ser
fundamental nesse momento é a descentralização dos meios de comunicação, ou
seja, é fazer com que as pessoas busquem outras informações além das
publicadas, que verifiquem os fatos e que o mais importante, não percam seus
valores, por que a mídia criou outro.
Sendo assim, na
história entre poder e jornalismo não teremos nem mocinhos e nem vilões, pois o
que interessa mesmo é que todos tenham informações adequadas para não distorcer
o padrão cultural e social de um País.

